TELEPATIA E CLARIVIDÊNCIA



Nesse artigo, usarei o termo clarividência em seu amplo sentido de percepção astral, em oposição à percepção física. Conforme prosseguimos veremos os significados gerais do termo; por essa razão, não vejo a necessidade de definir ou ilustrar o termo nesse momento.

Por Telepatia, me refiro à transmissão de pensamentos, estados mentais ou emocionais, de forma consciente ou inconsciente, por meio do sexto sentido manifestado no plano físico. Existe, claro, formas superiores de Telepatia praticadas no plano astral, porém nesse artigo ambos serão incluídos sob o termo clarividência, por razões que serão explicadas posteriormente.   

Você lembrará que no artigo anterior foi explicado que além dos cinco sentidos físicos, o Homem possui dois sentidos adicionais, praticamente desconhecidos e pouco desenvolvidos. Esses dois sentidos complementares são, respectivamente: (1) sensibilidade a presença de outros seres vivos; e (2) o sentido telepático. Ambos possuem replicas astrais. Além de seus equivalentes astrais também possuem órgãos físicos geralmente não reconhecidos por fisiologistas e psicólogos, mas que são bem conhecidos por ocultistas. Vamos agora considerar o primeiro dos dois sentidos extras acima mencionado, para que possamos então nos dedicar à distinção entre telepatia comum, e a forma de clarividência manifestada no plano astral.  


Existe em cada Ser Humano um sentido que não é geralmente reconhecido como tal, embora muitas pessoas tenham tido alguma experiência relacionada. Me refiro à percepção da presença de criaturas vivas, separados e fora do alcance dos cinco sentidos fisicos. Entenda que com isso não estou afirmando que tal faculdade seja superior aos cinco sentidos, ou que faça parte de qualquer fase superior da evolução humana. Pelo contrário, esse sentido pertencia à criaturas em tempos remotos e distantes na escala evolutiva da vida. Tal sentido está presente em formas superiores de animais inferiores como por exemplo, o cavalo, cão, e a maioria dos animais selvagens. O Homem selvagem o possui de forma mais acentuada do que o Homem civilizado. De fato, tal faculdade pode ser considerada praticamente inexistente no Homem civilizado, devido a não utilização do mesmo por muitas gerações. A propósito, e pela mesma razão, o olfato é também de certa forma deficiente no ser humano moderno, enquanto no caso do homem selvagem e animais inferiores, o olfato é um dos sentidos mais desenvolvidos. Menciono tal fato apenas para não ser mal interpretado. 

Tenho dito em algum artigo nesse blog, o seguinte: "Todo ocultista sabe que o Homem realmente possui sete sentidos, em vez de meramente cinco, embora os dois sentidos adicionais não sejam suficientemente desenvolvidos em pessoas comuns (apesar do ocultista geralmente desenvolve-los para uso)". Com isso, muitos imaginam que o ocultista desenvolve esses dois sentidos extras da mesma forma como desenvolve certas faculdades de ordem superior; visão astral e poderes psíquicos,  por exemplo. Mas isso é errado. O ocultista meramente redesperta tais sentidos praticamente extintos  na humanidade. 


Entretanto, a percepção da presença de outras criaturas é muito bem desenvolvida, particularmente naqueles cuja segurança depende sobre o conhecimento da presença de inimigos naturais. Como esperado, os animais selvagens o possui de forma mais acentuada do que os animais domesticados. Mas mesmo entre animais inferiores como gansos, cavalos, cães, encontramos esse sentido em atividade. Quem nunca presenciou comportamentos estranhos em cães e gatos quando o animal percebe a presença de pessoas e outros animais fora do raio de atuação dos cinco sentidos? Muitas vezes punimos o animal por essas ações peculiares, simplesmente por não sermos capazes de ver e sentir o que eles sentem. Quantas vezes o gato se arrepia de repente e observa algo invisível para nós. Quantas vezes o cavalo entra em pânico quando nada pode ser ouvido ou exergado. Aves domesticadas, especialmente gansos, manifestam agitação à presença de animais ou pessoas, embora não sejam capazes de ver ou ouvi-los.  

Julius Ceasar
Em uma ocasião histórica essa sensibilidade em um grupo de gansos salvou a Roma antiga de um ataque inimigo. Em uma noite escura e chuvosa, a visão perfeita e os ouvidos treinados dos sentinelas romanos falharam em revelar a aproximação do inimigo. Porém, a afinada percepção dos gansos detectou a presença dos homens, e começaram a gralhar, desta forma, chamando a atenção dos guardas, e assim Roma foi salva. Céticos procuram explicar esse caso histórico pela teoria que os gansos ouviram a aproximação dos homens. Mas essa explicação não serve, pois soldados romanos estavam marchando nas imediações e os gansos se mantiveram em silencio, até que perceberam a aproximação de batedores, quando começaram a gralhar de forma selvagem. Os próprios soldados avaliaram a situação como algo extraordinario -e reconheceram a existência de algo incomum nos gansos, creditando os animais pelo ocorrido.

Caçadores em terras estranhas e selvagens relatam que muitas vezes enquanto escondidos a espera da caça, tem observado esse estranho comportamento em animais selvagens, especialmente quando sob a mira do rifle. Embora não pudessem ver os caçadores camuflados ou mesmo farejá-los (pois o vento soprava na direção oposta), de repente um ou mais animais demonstrando inquietação emitiam um sinal de alerta (geralmente uma fêmea experiente), rapidamente dispersando o bando. Além do mais, muitos animais de caça são conhecidos por sentir a presença de suas presas, mesmo com o vento na direção oposta. Certos pássaros parecem sentir a presença de insetos sobre os quais se alimentam, embora estejam enterrados vários metros sob o solo,  ou em troncos de árvores.      

   
O Homem selvagem que vive em florestas apresenta também tal faculdade bem desenvolvida, fato esse bem conhecido por viajantes e exploradores da Natureza. Sua percepção é tão aguçada quanto a de um animal selvagem quando o inimigo se aproxima, ou em alguns casos, com o aproximar de caçadores. Isso não significa que esses selvagens sejam mais avançados do que o Homem civilizado, pelo contrário. A explicação para isso é a seguinte: quando o Homem tornou-se mais civilizado, o que o trouxe mais segurança  não apenas em relação à bestas selvagens, mas também a ataques de inimigos humanos, o uso de tal faculdade passou a ser menos empregado. Finalmente, ao longo de muitas gerações, tornou-se praticamente atrofiado por falta de uso. Ou ainda, se preferir, podemos dizer que o cérebro e nervos passaram a ser menos influenciados por tal faculdade (naturalmente confiando mais na visão e audição), até que a consciência falhou em responder aos estímulos inferiores. Sabemos como nossas mentes falham muitas vezes em reportar sons familiares (como barulho de máquinas, música, sons de rotina em casa, etc), embora nossos ouvidos recebam as ondas sonoras.     

Assim acontece no caso desse negligenciado sentido, pois aparte dos casos mencionados acima, o individuo comun é quase indiferente à sua existência. Eu disse quase indiferente, pois em geral muitos tem experienciado situações em que perceberam ou sentiram a presença de uma pessoa estranha ou animal nas imediações de sua propriedade. O efeito desse sentido ou percepção é particularmente notado na região do plexo solar, ou como é também conhecido, "boca do estomago". Trata-se de uma estranha sensação de que "há algo errado", o que perturba e preocupa o individuo. Isso é geralmente acompanhado por arrepios ao longo da coluna.  

Os órgãos que registram a presença de um estranho ou criatura desconhecida consiste principalmente de delicados nervos na superfície da pele, geralmente conectados às raízes dos pelos e cabelos do corpo. Estes, por sua vez, informam diretamente ao plexo solar, o qual então age rapidamente em uma ação reflexiva em outras partes do corpo, gerando o impulso instintivo de correr, esconder, ou verificar e enfrentar a ameaça. Como podemos ver, essa sensação ou percepção, é uma herança de nossos antepassados, ou talvez de nossas raízes ancestrais oriundas do instinto animal inferior. 


Disse à pouco que ocultistas tem desenvolvido -ou melhor,  redesenvolvido esse sentido inferior. E a razão para isso é a harmonia e os benefícios que um sistema sensorial completo e equilibrado os fornece -melborando consideravelmente o entendimento e compreensão de realidades alternativas. Certas habilidades e faculdades que o ocultista possui neutralizam certas características indesejáveis porém, no geral, tal faculdade é ainda de grande valor e de certa forma complementa sua visão e audição, principalmente em casos em que ele é abordado por pessoas hostis ou má intencionadas.

Essa faculdade, assim como o sentido telepatico, pode ser cultivado por qualquer pessoa que disponha de tempo e determinação. O princípio é simples -em geral o mesmo princípio utilizado no desenvolvimento de qualquer outro atributo físico, ou seja, uso e prática. O primeiro passo é o reconhecimento da existência da faculdade em si; em segundo, a atenção em relação à informação obtida; em terceiro, uso frequente e prática. Simplesmente imagine como você procederia a desenvolver cada um dos cinco sentidos -audição, visão e tato por exemplo -então siga o mesmo processo no desenvolvimento desse sentido extra e você alcançará os mesmos resultados -ou ainda melhor. 


Agora, consideremos o próximo sentido extra -o sentido "telepático", ou a habilidade de detectar ondas de pensamento e ondas emocionais produzidos ou criados por outras pessoas. Agora, estranho como pode parecer para muitas pessoas, essa faculdade ou sentido telepático não é "superior", mas é realmente de ordem inferior. Assim como o sentido à pouco descrito, o sentido telepático, é manifestado principalmente por animais selvagens. Aquilo que de fato é "superior" nessa classe de fenômeno é manifestado por seu equivalente astral  -o qual denominaremos clarividência, pois esta é, de fato, uma fase da clarividência.    



Estranho como possa parecer à alguns de vocês, os animais inferiores possuem um tipo de senso telepático. Usualmente animais percebem nossos sentimentos e intenções em relação à eles. Já animais domesticados, por outro lado, perderam consideravelmente tal habilidade em decorrência de anos de confinamento, enquanto animais selvagens o possui naturalmente e bem desenvolvido. Podemos observar esse fato quando tentamos nos aproximar ou isolar um animal de um rebanho por exemplo. Veremos que o animal percebe não apenas a pessoa, mas sua intenção, independente da forma como nos aproximamos; e o animal então instintivamente se mistura aos demais para que o percamos de vista. Da mesma forma os demais animais do rebanho parecem saber que estamos interessados apenas em um animal em particular, e manifestarão pouco medo ou desconfiança.   

Em um outro exemplo, como todo fazendeiro sabe, corvos possuem uma forma excepcional de sentir as intenções da pessoa que planeja destrui-los, e demonstra grande sagacidade em derrotar suas investidas. Porém, enquanto o corvo é uma ave muito inteligente -de fato uma das mais sabias-, a ave obtém conhecimento sobre as intenções do fazendeiro não apenas por sua malícia, mas principalmente devido ao senso instintivo de seus estados mentais. A galinha, como todos sabem, é um pássaro estúpido, que demonstra pouca atividade mental. Entretanto, se mostra bem veloz ao perceber as intenções do fazendeiro, embora geralmente pouco inteligente em planejar uma fuga do galinheiro.   

Novamente, qualquer proprietário de cães, gatos e cavalos, tem tido muitas oportunidades de observar a manifestação desse sentido em seus animais. Qualquer cão sente o estado emocional do seu proprietário. O cavalo sabe quando seu dono procura atirar o cabresto em seu pescoço, ou quando, pelo contrário, se encontra apenas caminhando no campo. Gatos sentem as emoções e pensamentos do seu dono, e muitas vezes os ressente. Claro, animais inferiores podem sentir meramente estados mentais elementares, e geralmente somente estados emocionais, pois suas mentes não são desenvolvidas o suficiente para interpretar estados mentais complexos. O Homem primitivo, da mesma forma, quase instintivamente percebe os sentimentos e intenções de outros indivíduos. Eles não pensam ou raciocinam sobre, meramente sentem as ideias e objetivos dos outros. Em geral, na escala evolutiva da vida, mulheres são de longe mais sensitivas do que homens. 


Ao considerarmos telepatia comum no caso do Homem civilizado, encontraremos casos mais complexos. Enquanto o Homem moderno, em geral, perdeu grande parte da sua habilidade telepática se comparado ao Homem primitivo, o mesmo tem, em casos excepcionais, adquirido a capacidade de receber e interpretar estados mentais mais complexos. As investigações paranormais de instituições e pesquisadores científicos tem nos mostrado que a imagem de uma forma geométria pode ser memorizada e transferida de uma mente para outra. Da mesma forma pensamentos complicados podem ser enviados e recebidos. Porém estes são casos extraordinários. Em muitos casos essa habilidade se encontra praticamente inativa; a exceção como disse, são casos excepcionais.   

Todavia, a maioria das pessoas manifesta ocasionalmente o fenômeno -apenas o bastante para gerar dúvidas em suas mentes. O Renovado interesse atual em vida após a morte e espiritualidade, naturalmente direcionou a mente do público à fenômenos ocultos e inexplicáveis, e consequentemente mais pessoas estão agora notando casos de transferencia-de-pensamento ocorridos com, ou próximo à elas. Deve-se lembrar que todos nós estamos constantemente recebendo ondas de pensamento, e sentindo sua influência inconscientemente.  

Muitos investigadores de fenômenos paranormais desenvolveram o senso telepático de tal forma, que por vezes, são capazes de obter resultados incríveis. Entretanto, tem sido ao mesmo tempo frustrante para muitos descobrir, que em outras circunstâncias, sob aparentemente condições similares, a margem de sucesso era menor. Tal fato, devido à sua recorrência, levou muitas autoridades a aceitar a teoria que telepatia ocorre mais ou menos de forma espontânea, e não pode ser produzida por demanda. Essa teoria é favorecida pelos números, e pode ser aceita na medida dos fatos, porém existe um outro lado da questão subestimado por tais investigadores, provavelmente devido à ignorância dos princípios ocultos envolvidos no fenômeno. Me refiro ao seguinte: os resultados mais brilhantes foram obtidos devido à ativação inconsciente da percepção clarividente. Enquanto nessa condição, os resultados obtidos foram excepcionais; no entanto, em uma segunda tentativa, falharam miseravelmente em acordar os sentidos astrais, e portanto, dependeram somente sobre os sentidos físicos, e consequentemente, os resultados foram inferiores. 


Você entenderá a diferença e distinção entre telepatia-física e telepatia-astral, se considerar-mos ambos com cautela e atenção, como agora irei apresentá-lo à você. Muita atenção para o que direi em relação à esse tema até o fim desse artigo. Não passe sobre as seguintes explicações de forma superficial, pois a menos que você tenha um entendimento fundamental e claro, bons resultados não serão obtidos. Isso é verdade em qualquer fase do aprendizado, tanto do corpo quanto da mente. Iniciamos da maneira certa, para obter os melhores resultados.  




Em primeiro lugar, cada processo mental, cada atividade emocional, cada ideia criada, é acompanhada por uma manifestação de força. Sem entrarmos na questão sobre o que a mente representa em si, podemos afirmar de fato que cada manifestação mental ou atividade emocional resulta da ação cerebral e do sistema nervoso, que por sua vez se manifesta em forma de vibrações. Assim como no caso da manifestação elétrica através da qual certos elementos químicos são consumidos ou transformados; ocorre também de forma semelhante no caso de atividade mental ou emocional, por meio da qual a substância nervosa é utilizada ou transmutada. 

Além disso, assim como não há real destruição da matéria em qualquer processo natural -toda aparente destruição é na verdade transformação-, da mesma forma em nosso caso ocorre uma transformação de energia liberada no pensamento ou processo emocional.  

Semelhantemente, as ondas telepáticas são transmitidas através da atividade manifestada pelo pensamento ou estado emocional. Essas ondas viajam em todas as direções, e quando em contato com o aparato físico suficientemente sensitivo para os registrar, são então reproduzidas na forma de pensamentos ou estados mentais, semelhante àqueles que às originou. Quando falamos no telefone as ondas sonoras são transformadas em ondas elétricas. Essas ondas viajam através dos cabos, e quando alcançam seu destino (o outro lado da linha), são então transformadas novamente em ondas sonoras. Algo semelhante ocorre quando o cérebro transmite ondas de pensamento, as quais viajam até serem recebidas pela mente de uma outra pessoa, quando então são transformadas em pensamentos equivalentes aos que originalmente às causou. No próximo artigo abordarei mais detalhes sobre esse tema. Vamos agora entender a diferença entre essa forma consideravelmente inferior de telepatia, e a forma superior, que é de fato uma das fases da clarividência. 


Agora, no caso da clarividência-telepática ou telepatia astral, as ondas de pensamento comuns exercem pouca importância. Ao invés disso, há uma transmissão de força via plano astral. É praticamente impossível descrever fenômenos astrais em termos físicos. Irei ilustrar a questão, de uma forma geral, da seguinte maneira: é como se a substância do seu corpo astral se extendesse no espaço até alcançar o corpo astral da outra pessoa, e dessa forma "sentir" os pensamentos e emoções do indivíduo, o que é bem diferente de ondas viajando pelo espaço, como é o caso da telepatia comum. Telepatia comum é simplesmente uma questão de ondas vibracionais que viajam no éter entre duas pessoas. Por outro lado, clarividência ou telepatia-astral, é como extender sua mente em direção à mente de outra pessoa, e dessa forma, observar seus segredos. 


Muito será dito nesse blog em relação ao exercício da clarividência, conforme prosseguimos. O propósito desse artigo foi meramente explicar a diferença entre telepatia comun e clarividência. No próximo artigo dessa serie, examinaremos em detalhes a telepatia comum -que é sem dúvida um fenômeno extraordinario, embora ocorra em um plano inferior de atividade se comparado à telepatia-astral, ou clarividência.  








ARTIGOS EM ORDEM DE LEITURA



PSICOMETRIA CLARIVIDENTE:































VOCÊ TAMBÉM PODE GOSTAR








Comentários

Postagens mais visitadas